E aqui está mais um nudibrânquio. Manel este ainda não o identifiquei mas quando o fizer fica descansado que te informo!
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Mais bonecos
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Winter Break – parte II
Decidimos passar uns dias em Coral Bay, por isso demo-nos ao trabalho de montar o resto do equipamento da Furgie, que ainda não tínhamos visto. Pensávamos que era apenas um toldo pequeno e que ia ser bom para fazer um pouco de sombra, mas afinal quando acabámos de montar tudo ficámos com uma mansão!! A Furgie quase que duplicou em tamanho, passou a ser um T2, e ganhou mais 1 porta e 2 janelas!
Um fantástico T2 que às vezes até tem vista para o mar!
Enquanto montávamos esta enorme sala de estar, os nossos vizinhos do parque de campismo pareciam estar a divertir-se com a nossa cara de parvos a tentar perceber como é que as peças encaixavam. Com algumas dicas deles lá conseguimos montar tudo, embora nos tenham sobrado peças à mesma... E o que é certo é que o nosso T2 sobreviveu ao pequeno dilúvio que caiu nessa noite, enquanto que o toldozinho ultra-moderno dos vizinhos caiu com a chuva. Ah, ganda Furgie! Já não se fazem furgonetas como no princípio dos anos 80...
No terceiro dia em Coral Bay fomos fazer uns mergulhos fora do recife com uma empresa de mergulho. No primeiro mergulho andou uma jamanta a nadar à nossa volta. Lindo! Vimos milhares de peixes, nudibranquios, corais, esponjas, etc... O segundo mergulho também foi giro, mas não vimos as tartarugas que toda gente viu... Fomos para o lado errado. Para compensar não termos visto tartarugas, cruzámo-nos com um grupo de baleias de bossa e passámos um tempo a fazer whalewatching. Para finalizar a nossa dive trip, ainda fizémos um snorkelingzinho numa zona mais baixinha de corais (uns 4-5 m) onde encontrámos tubarõezinhos... pequeninos... (mães, não se preocupem, tudo controlado!).
No dia seguinte arrancámos para o Karijini National Park, 700 e tal km mais para o interior. Passámos o dia todo em viagem e só chegámos ao final da tarde, mas ainda conseguimos ver um dingo (que pensámos ser um cão...) quando estávamos a chegar ao parque de campismo. O parque era o mais básico possível – sem electricidade e sem água (logo, sem duche e sem autoclismo...). Ficava tão escuro durante a noite que o céu era espectacular! Conseguia-se ver a via láctea perfeitamente e estrelas por todo o lado. Somos mesmo meninos de cidade, ou dos céus nublados dos Açores... Também não se ouvia barulho nenhum, à excepção dos uivos ocasionais dos dingos.
Acordámos de manhãzinha bem cedo, cheios de frio. Caneco! Estava tão bom junto à costa, mas no interior as noites são geladas. Vestimos casacos e camisolas e fomos fazer uma caminhada para aquecer e ver as vistas.
Há uns anos valentes o Karijini era o fundo do oceano, onde se depositavam camadas de bicharocos ricos em ferro quando estes morriam. Hoje o Karijini é um planalto de ferro, cor de ferrugem, entrecortado por desfiladeiros no fundo dos quais correm rios de águas transparentes e muito muito frias. Naturalmente, à volta do parque há uma mão cheia de minas de ferro que exportam milhares de toneladas de ferro por dia para o resto do mundo!
Começámos por fazer uma caminhada num trilho chamado Dales Gorge, marcado com umas bolinhas amarelas ao longo do caminho. O trilho começa em grande, com as cascatas Fortescue Falls a fazer barulho, e segue pelo leito do rio. Às tantas perdemos as bolinhas amarelas e saímos do trilho. Depois de andarmos pelo meio dos canaviais, lá percebemos que estávamos perdidos e voltámos para trás até encontrarmos o trilho outra vez.
Pegámos na Furgie e arrancámos para o outro lado do parque, onde ainda fizémos mais uma caminhada pelo Joffre Gorge. Desta vez o trilho era mais fácil de seguir, mas o nível da caminhada era bem mais difícil! Chegámos até a uma zona chamada Spider Walk, onde as paredes do desfiladeiro ficam tão próximas que se tem de fazer o caminho com um pé em cada parede. O David ainda fez um bocado desse caminho, mas eu acobardei-me com a ideia de escorregar e cair na água gelada... Brrrrrrrr... Mais uma noite gelada convenceu-nos a seguir de volta para a costa e a começar a fazer o caminho de volta a casa (estávamos a uns 1400 km de Perth). And that’s another story!
domingo, 21 de junho de 2009
Winter Break
Preparámos a Furgie (que para quem ainda não apanhou, é um diminutivo simpático de Furgoneta) e partimos para Norte no dia 7 de Junho. Duas semanas e 4863 km depois aqui estamos nós de volta à nossa casinha de Perth, onde o Inverno chegou e vai ficar nos próximos 2 meses... Ah, pois é! Já não têm tanta inveja, pois não? 17ºC de máxima, snif...
Na primeira etapa da nossa viagem fizémos “apenas” 300 km até Jurien Bay, onde chegámos a tempo de ver o Pinnacles Desert ao pôr do sol. É uma das grandes atracções deste estado e é anunciado por todo o lado. Claro que como lhe chamam deserto, estávamos à espera de um pequeno Sahara, mas não que fosse tão pequeno e rodeado por arbustos verdes... No entanto, é uma paisagem estranha e cheia de mistica, especialmente com aquela luz de final de tarde e a lua cheia a nascer num céu violeta. Os pinnacles são formações calcárias em forma de pilares com uma côr amarelada, e naquela zona vêm-se milhares deles! Alguns bem grandes, com quase 5 metros de altura.
De Jurien Bay seguimos para norte pela costa. Parámos numa cidade pequena chamada Dongara, onde fomos ver o porto de pesca e acabámos por comprar 2 lagostas vivas (duas das cerca de 150 que o pescador estava a descarregar) por 27 dólares - cerca de 15 euros. Uma das nossas amigas novas marchou logo ao almoço, grelhada num dos barbecues à beira-mar que se encontram por todo o lado. A outra foi connosco nos 200 km até Horrocks, onde levou um banho quentinho e fez-nos companhia ao jantar.
No terceiro dia decidimos apressar o passo, já que a fazer 200-300 km por dia íamos demorar uma eternidade a chegar a Ningaloo, onde os recifes de coral esperavam ansiosamente por nós. A Furgie é que não achou muita graça e decidiu fazer greve. Mas depois de uma visita ao mecânico e de uma vela nova lá a convencemos a seguir viagem para Shark Bay, 400 km a norte.
Shark Bay é uma zona classificada como património mundial. Uma das principais atracções é a população de estromatólitos vivos, os quais podem ver na foto abaixo. Embora pareçam um monte de calhaus debaixo de água, os estromatólitos são absolutamente fantásticos pelo seu papel fundamental na história do nosso planeta. Estes giraços têm “apenas” 3000 anos, e são considerados autênticos fósseis vivos, já que se encontram fósseis de estromatólitos com mais de 3 BILIÕES de anos!! Na verdade, foi à conta dos muitos estromatólitos que cobriam a superfície da Terra nessa altura que a nossa atmosfera passou a ter o oxigénio tão essencial para a vida como a conhecemos. Digamos que sem eles não éramos ninguém...
Outra grande atracção de Shark Bay é uma praia chamada Shell Beach, que em vez de areia é composta inteiramente por conchas (daí o nome). A praia é linda mas foi a minha grande desilusão da viagem. Estava à espera que uma praia inteira feita de conchas fosse o paraíso para os apanhadores-de-conchas como eu. Ia passar horas de rabo para o ar a escolher as conchas com as formas e as cores mais giras, mas quando chegámos lá ficámos a perceber que as conchas eram todas iguais!! Conchas pequeninas, branquinhas e sem piada nenhuma...
End of Semester One
A maior dificuldade foi escrever em inglês. Acho que até tenho um bom nível de inglês, mas escrever de um modo cativante para o público em geral é um bocadinho mais difícil do que escrever artigos científicos chatos que na verdade ninguém tem pachorra de ler. Há ainda a questão de não ser apenas “inglês”... é “inglês australiano”! Há muitas expressões locais que vamos apanhando, como o tipico aussie “No Worries” ou o “It’s not my cup of tea” (que na verdade não tem nada a ver com chá, quer dizer “Não é a minha onda” e deixou-me à nora durante uma conversa).
De qualquer forma, esforcei-me bastante, tive boas notas e acho que mereci as férias que tirámos a seguir! Tive foi pouco tempo para escrever no blog, por isso vou aproveitar ainda estar de férias para fazer um update da nossa vida na terra dos cangurus...
sábado, 6 de junho de 2009
Um congresso e as primeiras visitas
Hoje estamos de partida para mais umas férias que se esperam espectaculares. Vamos até Ningaloo (Coral Bay) com passagens por vários sítios entre eles Monkey Mia para ver os estromatólitos (um dos único sítios do mundo onde existem), o deserto dos Pinnacles, Geraldton e o arquipélago de Abrolhos entre outros. O nosso plano também inclui uma ida ao Karijini National Park que fica para o interior na zona de Ningaloo. Um parque com florestas, cascatas e lagos espectaculares. Se tudo correr como planeado estamos de volta lá para dia 20 e esperemos que com umas boas fotos para ilustrar o passeio de mais de 2000 km (só ida!).
Pucti e Inês MUITOS PARABÉNS!!