quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
3,2,1...Happy new year
Após mais de 8000 km e atingido o nosso destino final restam-nos agora uns dias por Sydney antes de voltarmos a Perth.
Um bom ano para todos!!
Tasmania - parte 2
Wineglass Bay é constantemente considerada uma das praias mais bonitas do mundo
...no minimo estranhos!
Uma tarde de Natal passada de maneira diferente
E finalmente, num dos últimos dias pela Tasmania conseguimos ver um dos famosos diabos da Tasmania "in the wild"
Este é um dos vários marsupiais desta terra de que nunca tinha ouvido falar antes de aqui chegar. É um wombat!
sábado, 26 de dezembro de 2009
Tassie bem!
Nem queríamos acreditar na sorte que estávamos a ter. Nunca faz muito calor na Tasmania, já estávamos preparados para isso, mas no dia em que chegávamos davam máximas de 30ºC. Seguimos directamente para Cradle Mountain, a joia da coroa dos parques naturais. Chegámos bem cedinho, agarrámos um mapa e um farnel e começámos um trekking dos difíceis - até ao topo da Cradle Mountain.
A paisagem é incrível, com lagos, ribeiros, cascatas e picos de montanha por todo o lado. É daqui que começa o Overland Track, um dos trekkings mais conhecidos do mundo - 80 km pelas montanhas da tasmania, sem absolutamente nada pelo meio que não seja natureza pura. Mas isso é para experts que vão preparados com material de campismo para qualquer situação. Eu até achava que ia bem preparada, com comida, água e casacos na mochila - eles passam a vida a dizer que o tempo muda num instante e pode ficar frio e chuva e neve assim do nada. Claro está, não levei o mais importante para esse dia: creme protector. Apanhei uma escalda valente nos ombros e no pescoço.
Comecámos a subir para o topo de Cradle Mountain e o caminho foi ficando cada vez mais difícil. As ultimas etápas já eram mesmo tipo rock climbing e por três vezes eu estagnei e recusei-me a mexer! Tinha medo de subir mais (a queda parecia-me bem grande), mas acho que tinha mais medo de ficar por ali ou mesmo de descer. O David não teve problemas nenhuns e ajudou-me bastante. Acabámos por chegar ao topo, o que teve um gosto de conquista para mim, pelo menos durante 2 minutos... Passei o resto do tempo a pensar como é que ia conseguir descer!
Lá descemos a montanha, por esta altura estourados, escaldados e já sem água. Já tinhamos feito uns 12 km, quando eu comecei a achar que estava a ficar com uma insolação e a ver coisas. Parecia-me que estava a ver a Anne, uma amiga alemã de Perth... Mas à medida que nos aproximámos nem queríamos acreditar - era mesmo a Anne!! Encontrámos uma amiga no meio do nada! Nem fazíamos ideia que estávamos na Tasmania na mesma altura! A Austrália é mesmo um país pequeno, afinal!
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Os Pápa-Kilómetros
Um foto do Blue Lake, sem photoshop...
A costa por onde a Great Ocean Road segue é linda, com grandes escarpas calcáreas esculpidas pela força do mar e praias encastradas nas falésias. Rings a bell? Sim, é tal e qual a nossa costa sul entre Portimão e Albufeira, mas com algumas grandes diferenças – em vez do branquinho das muitas casas, tem o verdinho da vegetação abundante, e em vez das centenas de milhares de turistas ingleses e portugueses, tem relativamente pouca gente e quase só de passagem. É o que dá ter tanto espaço.
O “highlight” chama-se Twelve Apostoles, um conjunto de calhaus que ficaram isolados das falésias. Inicialmente eram 12 calhaus (daí o nome), mas agora restam apenas 8. Os australianos não quiseram mudar o nome para Eight Apostoles, o que tornava tudo mais simples. Passámos a noite num cantinho recomendado pelo Andrew chamado Apollo Bay - uma cidadezinha pequenina, com uma praia gigante e com focas!
Em contagem decrescente lá fomos nós, prego a fundo, em direcção a Melbourne. Mais uma mudança de planos. Ainda parámos para umas fotos e para ver a mítica Bells Beach, famosa praia de surf que naquele dia não impressionou com o tamanho das ondas (nem com mais nada). Chegámos a tempo ao Spirit of Tasmania, o ferry que nos trouxe até Tassie (Tasmania, para os amigos). O Rifes lá ficou por Melbourne, teve de arranjar um hostel à última da hora porque nós somos uns viajantes desorganizados (sorry Fritz, espero que tenhas curtido Melbourne).
E lá fomos nós para a Tasmania, onde vamos passar o Natal.
Reviravoltas
Começou com a minha estreia na estrada... Passados 4500 km de viagem o David finalmente me passou para as mãos o volante da Furgie. 70 km depois, enquanto estávamos a ser ultrapassados, comecei a ver o caso mal parado – um objecto grande na estrada e nenhum espaço para me desviar. Tentei ao máximo, mas acabei por passar por cima do que afinal era um para-lamas de camião abandonado no meio da estrada. Resultado: pneu rebentado, mudança de planos, orgulho ferido...
Mudámos o pneu da Furgie e decidimos parar na cidade mais próxima, Mount Gambier, para comprar um novo. Achámos melhor não arriscar seguir viagem sem pneu suplente, não fosse eu guiar outra vez... Como era domingo tivémos de esperar até as oficinas abrirem no dia seguinte, o que não estava nada nos planos, mas acabámos por ter um final de dia fantástico! Um amigo do David, o Andrew (com quem ele esteve a trabalhar em Ningaloo e no workshop de Sydney) estava a trabalhar naquela zona e por coincidência ia passar a noite naquela cidade. Ainda dizem que a Austrália é um país grande...
Fomos ter com o Andrew e um colega dele para uma experiência diferente: mergulhar num lago de água doce. Não foi nada como estávamos à espera! O lago ficava no meio de uma zona rural, de colinas verdes e vacas leiteiras à espera da ordenha. Estava rodeado por canaviais altos que se estendiam por toda a margem do lago – assim que entrámos dentro de água era tudo o que se via à superfície. A água era completamente transparente, gelada (o que eu já suspeitava), e abrigava um luxorioso jardim subaquático que não tinha nada a ver com os canaviais que se viam à superfície! Ainda vimos uns peixinhos pequeninos e uns “yabbies” (lagostas de água doce). E como cereja-no-topo-do-bolo não tivémos de lavar o material de mergulho porque era água doce. Sweet!
Ilha do Canguru...
O que não estávamos muito à espera foi do tempo que se fez sentir. Este verão australiano deixa muito a desejar. Passámos o tempo todo de casacos vestidos por causa do vento frio e banhocas no mar nem vê-las! Talvez tenha sido melhor, não fosse um “branquinho” tomar-nos por focas...
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Kangaroo Island
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Fotos 2
Afinal a história de que os cangurus não gostam de areia não é bem verdade!
Este exemplar de salmão australiano tornou-me famoso no acampamento. Toda a gente quis saber onde o tinha apanhado e qual a técnica...basicamente foi tudo sorte de principiante. Mas o jantar foi fabuloso!
Depois de uns dias muito bem passados em Esperance e arredores era tempo de nos fazermos à estrada e atravessarmos a Nullarbor.
Eucla é a última vila em WA antes de cruzarmos para South Australia. Como podem ver pelas distâncias fica no meio do nada. Ah, e as cidades que aparecem aqui a menos de 900 km's de distância têm pouco mais de 5 000 pessoas.