sábado, 28 de março de 2009

Como perder...

...um campeonato quando já há gente a celebrar!


Esta semana não escrevi porque estive ocupado com um campeonato de match-racing. Fui convidado para fazer de trimmer de genoa /piano na equipa FreoDoctor. O skipper era o Doug Cooksey, quarto classificado no último nacional australiano de Match Race. No entanto ele tem mais experiência como tripulante, tendo feito parte de equipas do Peter Gilmour (um grande nome da vela para quem não sabe). Começou a fazer leme de Match race há apenas 2 anos e pelo que percebi não tem feito muitos campeonatos. Os outros tripulantes eram o Simon, costuma andar no TP 52 Matador e é um táctico muito bom, e o Ben que nunca tinha feito match-race mas é um bom proa.




Tudo começou bem e acabámos por passar às finais após 2 round-robins completos. As regatas foram 2ª, 3ª, 6ª e hoje, sábado as finais. Fomos à final com o David Gilmour, filho do Peter Gilmour. Perth está recheado de bons velejadores, para além do clã Gilmour é também a cidade do Torvar Mirsky, número 4 do mundo em match race. Aliás, um dos membros da equipa do Torvar estava num dos barcos. Apesar de ser um campeonato relativamente pequeno, apenas Grade 5, as condições eram muito boas e com um nível muito bom.





A previsão para hoje era de 20 a 30 nós e confirmou-se! Quando estávamos a aparelhar o barco, um senhor mais velho que estava a chegar perguntou-nos que estávamos a fazer porque estava uma ventania desgraçada e não deviamos sair.

A primeira regata foi a mais disputada e conseguimos ganhar mesmo no fim. Na segunda regata fomos penalizados na última popa e não conseguimos recuperar. Na terceira e decisiva regata conseguimos largar à frente e para além disso o outro barco tinha uma penalização. Ao longo da regata conseguimos aumentar um pouco a vantagem e por isso quando roundámos para a última popa decidimos não içar logo o spi para não correr grandes riscos. No entanto logo após a rondagem o Doug disse para içarmos pois o vento tinha caido ligeiramente. Mal içamos o balão entrou uma grande refrega e como a alanta do pau de spi não estava caçada o balão encheu bem a sotavento. Nisto o outro barco que estava a aproximar-se da boía ficou com o nosso spi preso na vela grande. Foi um valente susto, pois ficou tudo enrolado e as condições não facilitavam. Com esta bricandeira acabámos por ser penalizados com uma bandeira negra e perdemos a regata e assim o campeonato!



As regatas estavam a ser comentadas em terra pelo Torvar, com as decisões do júri transmitidas em directo via rádio. Um dos “umpires” era nada mais nada menos do que o “umpire” da final da America’s Cup em 2000. Quando rondámos para a popa o Torvar tinha dito que já estava praticamente ganho pois a vantagem era grande e os outros ainda tinham uma penalização para cumprir. Mais tarde vim a saber que um amigo do Doug, depois de nos ver rondar a boía foi ao bar buscar um copo de vinho para celebrar e quando chegou cá fora estavam os dois barcos embrulhados e nós tinhamos perdido.




Apesar de ter sido uma derrota com um sabor muito amargo, afinal de contas tinhamos a vitória nas mãos a pouca distância da chegada, soube bem ter feito umas regatas com um bom nível e ter conhecido mais umas pessoas.


Esta semana, para além das regatas, fomos tratar dos exames médicos para o visto. Parece que as burocracias estão quase a acabar, finalmente. Na sexta-feira tive também uma reunião no Departamento das Pescas da WA. Parece que estão interessados em que eu participe nalgumas tarefas de projectos que estão a decorrer. Para além disso convidaram-me para fazer uma palestra de modo a que mais pessoas/equipas dentro do Departamento das Pescas me conheçam e assim possam surgir mais oportunidades. Neste momento está tudo dependente de uma resposta do responsável do grupo que só vem para a próxima semana, para saber quanto dinheiro há disponível.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Aulas, trabalhos e golfinhos à hora de almoço... a vida em Perth!

Yellow!!

Um mês e uma semana depois de chegarmos ao outro lado do mundo, aqui vai o meu balanço...
Estou a adorar as aulas, a Universidade e a vida de estudante em geral (outra vez!). Tudo menos aquela parte em que somos avaliados e para isso temos de entregar trabalhos... Daí não ter dado notícias ultimamente – já tive de entregar um relatório, de fazer uma entrevista e escrever um artigo sobre ela (se for publicado numa revista eu publico aqui também), fiz um curso de “Facilitator/Recorder” (um género de “Maria Elisa” em conferências e workshops) e já trabalhei como “Facilitator” num congresso sobre Climate Change. Uff! E já tenho mais cinco trabalhos para começar a fazer!

A minha orientadora, Nancy, eu, a Miriam e o Mark na reunião de hoje de manhã.

Claro que esta era a parte que eu já estava à espera, visto que vim para cá estudar, não é? O que não estava à espera, e que tem dificultado bastante os meus trabalhos da escola, é a quantidade absurda de papelada que temos andado a tratar!! Foi um filme para me matricular na Universidade - levou um mês inteiro, uma pilha de formulários e muita muita paciência... Uma vez inscrita, deram-me finalmente o papel que precisava para pedirmos o tão desejado visto de estudante para mim e de acompanhante para o David (que ele precisa para poder trabalhar). Chegamos agora à sequela do filme, ou achavam que nos iam dar o visto de mão beijada??? Mais papelada, e como se não bastasse ainda fomos mas desta vez com direito a exames médicos (raio-x, exames aos olhos, amostras de urina, peso e altura...). Mas está quase tudo tratado e pode ser que demore só mais umas duas semanitas.

É só pavões na minha universidade...

Hoje tive uma reunião com o grupo de Science Communication de manhã, aulas das 13h-16h e um seminário para rematar. A parte mesmo boa foi à hora de almoço – fui almoçar com a Miriam, uma colega do grupo, a um bar ao lado da Universidade que fica à beira do rio e tivémos a companhia de um golfinho! Estava a almoçar também, a comer os peixinhos que procuravam abrigo debaixo do pontão. Deixo-vos umas fotos do cenário...

A Miriam, toda sorridente, na esplanada do café onde almoçámos hoje e que fica entre a Universidade e um dos muitos clubes nauticos.

Alguém quer vir almoçar comigo para a semana?


O verão continua em força por aqui. Hoje estavam 36ºC e para a semana devemos ter outra onda de calor. Com este calor todo tem dado para uns mergulhitos na praia de Cottesloe, que fica mesmo ao lado de casa. Na 4ª fomos dar uma volta para ver a costa a norte da nossa casa. Perth tem uma quantidade enorme de praias de areia branca e dunas, que são fantásticas apesar dos avisos intimidadores.

A praia de Cottesloe, que fica ao lado da nossa casa

Ainda branquinhos, branquinhos, e ainda assim mais morenos que alguns copos de leite com pernas que se vêem por aqui!

Eles bem que tentam assustar... E talvez conseguissem se também pusessem "shark attacks"!

É só giraços nestas praias! Mas só tenho olhos para o David...

Ok, para a próxima ponho umas australianas fantásticas...

sábado, 21 de março de 2009

Austrália – primeiro mês

Passado o primeiro mês já dá para termos uma ideia de como as coisas funcionam por aqui. De um modo geral as pessoas são bastante simpáticas e educadas. Para terem um exemplo muitas pessoas agradecem ao motorista quando este pára na paragem para elas saírem.
Uma grande parte das pessoas mais novas, provavelmente estudantes, são de origem asiática, desde japoneses a indianos, passando por filipinos, chineses, vietnamitas e inclusivamente malta do Butão (a Rita tem uma cadeira onde há 2)! Também se vêem muitos backpackers europeus, a grande maioria alemães ou holandeses.

Uma das razões para o facto de Perth, e penso que todas as grandes cidades australianas, ser uma cidade bastante “espraiada” tem a ver com o que os australianos chamam de “sonho pessoal de qualquer australiano” que passa por ter uma casinha com um bocado de jardim. Isto leva a que as cidades vão crescendo em volta de um centro, de forma radial. Aqui em Perth as zonas mais cobiçadas são justamente as zonas de Cottesloe, Mosman Park e Peppermint Grove. Ficam perto da cidade, perto da praia e têm bons transportes. Há casas magnificas e com preços a condizer, claro está. De um modo geral as casas aqui são mais caras do que em Portugal, isto apesar da construcção ficar bastante abaixo.

O custo de vida aqui não é muito diferente do de Portugal embora haja algumas diferenças.
A gasolina por exemplo é metade do preço, mas por outro lado a maioria dos carros gastam bastante mais. Os carros são também bastante mais baratos incluindo os modelos europeus. O VW Eos, fabricado em Portugal, é mais barato aqui! A renda das casas é também mais cara, isto muito provavelmente devido à enorme procura. De acordo com os census de 2006 chegam por dia a este estado, Western Australia – WA, cerca de 1000 pessoas. Deduzo que grande parte venha parar a Perth pois é a única cidade digna desse nome e onde, se não me engano, vive cerca de 65% de toda a população da WA. No que diz respeito à alimentação as coisas variam bastante quando comparamos com os preços aí. Por exemplo a carne é mais barata mas o peixe é bastante mais caro. A fruta de um modo geral é também mais cara, embora aqui e ali se encontrem alguns “bons negócios”. O facto de Perth ser a “capital” mais isolada do mundo deve ajudar bastante para que os preços fiquem mais caros. Para terem uma ideia, a cidade mais próxima digna desse nome fica a quase 3000 km de distância! O segredo para a prosperidade desta cidade são as companhias de extração de minério (ferro e ouro entre outros) e companhias petrolíferas.

Foster’s, a famosa cerveja australiana nem vê-la! Já experimentei umas quantas marcas diferentes (Emu, VB, Carlton, Toohey’s e mais uma ou outra) mas, ainda nunca vi a vi embora algumas das cervejas sejam da marca Foster’s. As bebida alcólicas apenas se vendem nas “liquor stores” mas até nisso estamos bem localizados porque também temos uma “liquor store” mesmo ao pé de casa.

Os transportes públicos, que incluem comboio, autocarros e ferries, funcionam bem e a horas e talvez por isso, relativamente caros. No entanto, na zona central de Perth (CBD - Central Business District) são gratuitos. Existe uma espécie de passe, o SmartRider, mas a única coisa que faz é dar um pequeno desconto nos bilhetes. Infelizmente não funciona como em Lisboa onde comprando o passe do mês é possível andar as vezes que quisermos e por isso no fim do mês os gastos com transportes ainda são consideráveis. Felizmente a Rita, como estudante, tem direito a um grande desconto e eu não preciso, por enquanto, de sair aqui da zona. A grande maioria das paragens tem um horário e normalmente os autocarros nunca erram muito (5 minutos máximo). Isto é fácil de organizar porque eles têm, ao longo do percurso, paragens com tempos exactos. Isto é, o autocarro só sai daquela paragem naquele exacto minuto e assim vai mantendo o horário de todo o percurso mais ou menos dentro do previsto.

Outra coisa que já reparámos foi na cultura do desporto. Vêem-se campos relvados por todo o lado, onde as pessoas jogam Australian Rules (futebol australiano), futebol, cricket, etc. Também se vêem muitos campos de ténis e alguns de golfe, aliás temos uns mesmo ao lado de casa. Para além disso, na marginal aqui em frente há sempre pessoas a correr e na praia há pessoas a andar de canoa, a fazer windsurf, kitesurf e surf. Sendo Perth a capital da WA tem um estádio (Subiaco Oval) onde jogam as principais equipas de Australian Rules e Rugby. Para quem está mais dentro do assunto posso dizer que até Junho vai haver 4 ou 5 jogos de super 14, e a equipa local, os Western Force, é onde joga o Matt Gittau. Depois em Agosto há um Austrália – África do Sul. Os bilhetes são relativamente baratos (cerca de 15 euros) e não são muito dificeis de arranjar por isso em breve vamos certamente assistir a um belo jogo de rugby! Já de Australian Rules acho que não nos apanham lá. Já vi 1 ou 2 jogos na TV mas quanto mais vejo menos percebo e há imensas coisas muito estranhas. Para começar o campo é oval e tem quatro postes de cada lado! Ainda não percebi porque razão umas vezes chutam para a frente, outras fazem um passe tipo rugby (mas para a frente) e noutras dão um murro na bola. Os foras são marcados por um árbitro que atira a bola de costas fazendo lembrar um jogo de crianças. E há tantas outras coisas estranhas que nem me vou esforçar mais para tentar perceber. Há também o cricket mas esse então nem quero tentar perceber! Só para perceber a pontuação foi uma trabalheira e mesmo assim não fiquei completamente elucidado.

Uma coisa que me intriga é o sistema de medidas. Apesar de ser um país da Commonwealth e como tal com grande influência inglesa, o sistema de medidas utilizado na Austrália é o métrico e não o imperial. Assim, em vez dos pounds, pints, feet, gallons entre outras temos os nossos bem conhecidos gramas, metros e litros. Perguntei ao John, o neo-zelandês, e ele disse-me que mudaram para o sistema métrico não há muito tempo mas não sabia bem porquê.

PS- Acabámos de vir de um jogo de rugby, fomos ver os Western Force contra os Sharks. Foi um bom jogo, apesar da equipa da casa ter perdido por 10-22. Sentámo-nos mesmo à frente de uma família de portugueses! Primeiro emigrantes na África do Sul e agora estão na WA há 3 meses.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Eleanora

Finalmente na casa nova!

O nome faz lembrar a "Vivenda Maria Leonor" onde costumamos passar uns belos dias. Oxalá seja um bom prenúncio. A casa não é muito grande mas chega para os gastos. Além disso fica muito próximo da praia, do supermercado, e dos transportes. Já vi que tenho urgentemente que arranjar o resto do material para o kite pois a praia aqui à frente de casa é óptimo! Não vai ser o luxo de poder chamar a Rita para baixar a asa mas não anda muito longe.


As primeiras janelas que se vêem são do nosso quarto. Depois vem a porta e as janelas da sala logo de seguida. A janela que aparece cortada do lado direito é dos nosso vizinhos.

Para além da casa também já arranjámos um veículo. Não vou adiantar muito sobre isso mas posso desde já dizer que já tem nome, chama-se Furgie. Apesar da idade tem bom aspecto e está muito completa (frigorifico, micro-ondas, tv, grelhador, forno e muito mais). Aliás, quase todos os utensilios de cozinha vieram para casa pois esta apesar de mobilidada não tinha nada de material de cozinha, excepto os electrodomésticos.

Entretanto as reuniões que tinha para tentar arranjar trabalho foram adiadas ainda não sei bem para quando. Mas agora com mais disponibilidade, uma vez que já temos o assunto casa e carro despachado vou novamente insistir nessa procura. Para já ainda não quero "mudar de área" mas se tiver que ser...

O tempo por aqui continua quente embora já se note uma descida da temperatura. Afinal de contas o verão por aqui está prestes a acabar. A água do mar continua por volta dos 23º e espero que assim se mantenha durante mais umas semanas pelo menos.

Por agora é tudo mas em breve voltaremos com mais notícias da Furgie!

sexta-feira, 13 de março de 2009

Aceitam-se conselhos!

Amanhã (domingo) vamos ver as primeiras "campervan". Têm bom aspecto e têm mais ou menos tudo aquilo que procuramos numa carrinha ou até mais.

O nosso problema é que não percebemos muito de carros por isso todo e qualquer conselho é bem vindo. Para os mais entendidos posso dizer que a primeira é uma Nissan Urvan de 1984, com cerca de 240 mil kms e um motor 2.0 a gasolina (aqui é quase tudo a gasolina). Não sei muitos mais pormenores mecânicos mas amanhã espero saber mais sobre a manutenção que tem tido entre outras coisas.

A segunda é uma Mitsubishi L300 com 330 000 km mas, com um motor novo que só tem 80 000 km. Para além do recibo do motor tem também certificados de revisão de 4 em 4 mil km's. Esta é automática. Relativamente ao preço a diferença não é significativa, sendo que qualquer uma delas fica abaixo dos 3000 euros.





Estes são os últimos dias nesta casa que, está a ficar cada vez mais cheia. Na quarta-feira chegou uma suiça e hoje (sábado) chegou um brasileiro. Felizmente estamos quase a ir para o nosso cantinho!


Neste momento a Rita está a trabalhar pois já tem uma série de trabalhos para entregar na próxima semana. Eu ando aqui a navegar à procura de carrinhas e coisas para fazer. Já me inscrevi num fórum de vela e pelos vistos foi fácil arranjar uma equipa para andar à vela. Em principio vou fazer um campeonato de match-racing já no próximo dia 23. No que diz respeito a trabalho, esta semana tenho mais umas reuniões para ver da possibilidade de arranjar alguma coisa na área da Biologia.



PS-já recebi algum feedback de que não tem sido fácil colocar aqui comentários. Já estive à procura e não encontrei problemas. Provavelmente foi alguma coisa momentânea pois temos continuado a receber comentários. Caso tenham conselhos relativos à carrinha e não consigam colocar aqui por favor enviem um email.


PS2-a partir de 2ª-feira ainda não sabemos como vai ser o acesso à internet por isso, não se admirem se não houver novos posts durante alguns dias.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Aqui está ela!

Ontem assinámos o contrato e já está tudo tratado. Mudamos já esta segunda-feira para uma casinha que é bem perto da praia, embora não tão perto da praia como a nossa anterior casa na Praia de Faro.

Este é um mapa da zona da nossa casa. Fica no cruzamento entre a Broome St e a Eric St onde se encontra o símbolo vermelho com o A. Como podem ver fica a menos de 500m da praia o que já se pode considerar aceitável! A zona escura que se vê do lado direito é o rio Swan.

A próxima missão passa por comprar uma campervan. Basicamente uma carrinha tipo pão de forma mas transformada tipo auto-caravana. Assim temos um carro para as nossas voltinhas e podemos passar uns fins de semana e mesmo umas férias nos vários sítios que queremos visitar. Espero que isso seja mais fácil do que arranjar uma casa! Ah, e claro que também já ando há procura de uma prancha de kitesurf. Por razões logísticas apenas trouxe o kite e como já estou bom da minha lesão está na altura de tratar disso! Finalmente!!

segunda-feira, 9 de março de 2009

Finalmente uma casa!!

Parece que finalmente conseguimos uma casa. Vamos amanhã assinar o contrato para a tal casa ao pé da praia, não é o estúdio da vista magnífica mas uma casa que fica um pouco mais atrás na mesma rua. Em principio mudamos para lá na próxima segunda-feira!


Isto é um dos famosos pinguins lá da ilha. Não chegam a ultrapassar os 40 cm de altura!

O fundo à volta da ilha era quase todo areia com excepção de alguns bocados de rocha. Havia ainda zonas com algumas ervas marinhas e em muitos sítios havia concentracções de algas soltas. Algumas das zonas rochosas estavam cobertas de kelp!




Ainda vimos mais algumas espécies de peixes mas não foi fácil tirar fotos porque, estava sem barbatanas e sem pesos, o que tornou tudo muito mais complicado. Espero em breve poder mergulhar por estes lados e então aí tirar mais algumas fotos decentes.

domingo, 8 de março de 2009

Penguin Island

Hoje fomos dar um passeio até Penguin Island. Fica cerca de 50 Km a sul de Perth e tem uma colónia de pinguins que vivem lá o ano todo. Espero que a Rita passe aqui depois para deixar mais umas palavrinhas porque vou apenas deixar umas fotos.

O pontão que se vê é onde chega o ferry. A ilha fica bastante perto da zona "continental" e na verdade até dá para ir a pé porque há um baixio no meio onde a profundidade nunca passa dos 1,5m.

Na ilha não há cobras, o que deve ser raro aqui pelas Austrálias, no entanto há imenso lagartos que chegam até aos 45 ou 50 cm.

Toda esta baía, Safety Bay, é uma reserva com vários ilhéus pelo meio. Penguin Island é o único onde é permitido desembarcar e é uma das zonas onde os pelicanos procriam. Os famosos pinguins raramente se vêem pois andam quase sempre no mar a pescar. Apenas vêm a terra durante a noite. Também existem leões marinhos por aqui mas infelizmente não vimos nenhum.

Aves nunca foram a minha especialidade, longe disso, mas segundo me contaram isto é uma andorinha do mar ártico!

quinta-feira, 5 de março de 2009

Será um parque? Um jardim botânico? Não...

... é a minha universidade! Cheia de árvores, passarinhos, relvados, lagos e edifícios que parecem genuinamente antigos, quase medievais, mas que na realidade não chegam a ter 100 anos. Vêem-se mães a passear os seus bebés pela UWA (University of Western Australia) e volta e meia um qualquer pássaro exótico faz uma barulheira estridente a que ainda vou ter de me habituar. Deixo-vos algumas fotografias que tirei ontem quando fui para as aulas...



O campus da universidade é enorme e além de ser lindoooo fica numa zona da cidade muita gira, entre o rio Swan e o Kings Park (o Monsanto cá do sítio). O caminho de autocarro de Perth até lá segue sempre ao lado do rio e mais parece um roteiro turístico. Normalmente vou no autocarro com uma horda de miúdos, fresquinhos, fresquinhos, acabadinhos de entrar na faculdade. O que é estranho é que poucos falam inglês! Ouvem-se conversas em indiano, chinês, algumas linguas africanas, vietnamitas, brasileiro, etc. Esta cidade é uma grande misturada, muito multicultural, vêem-se pessoas completamente diferentes umas das outras a passar na rua, e muitos muitos muitos asiáticos.




As minhas aulas começaram na semana passada e já tenho 2 trabalhos para entregar a 20 de Março. Ando a tentar que todos os trabalhos que tenha para fazer nestas cadeiras sejam úteis para a minha tese de doutoramento. Além disso, como o meu doutoramento foca áreas marinhas protegidas, provavelmente vou ter de fazer trabalho de campo nalgumas das áreas daqui... que chatice! ;)



Bom, tenho de me despachar porque tenho aulas daqui a pouco e desta casa onde estamos agora levo uma eternidade a chegar à universidade.

Baci baci!

quarta-feira, 4 de março de 2009

Aqui estão as imagens!

Esta é a entrada da zona central de Perth quando se chega de autocarro ou comboio a Wellington Street Station. Há uma outra estação grande mais perto do rio, The Esplanade, mas ainda não tenho foto. É uma zona gira, com vários parques e alguns edíficios mais antigos.

Esta é a vista da Erik Street em Cottesloe. O tal estúdio que tinhamos visto fica neste prédio do lado esquerdo. Todo o estúdio é perpendicular a esta rua, virado a Oeste portanto, e tem uma vista brutal para o mar e a ilha de Rottnest que fica mesmo em frente.


E esta é a vista no fim da Erik Street, cerca de 70 metros mais abaixo. A tal casa que fomos ver hoje e que temos alguma hipótese fica apenas uns metros mais atrás nessa mesma Erik Street.
A Rita já se foi deitar por isso os comentários dela vão ter que ficar para amanhã!

Depois da tempestade...

Pois é, o dia de ontem prometia muito e no entanto foi um bocado desilusão.

As casas que fomos ver eram fraquitas, quer dizer o sítio até era simpático e tinha bons acessos à UWA e à praia mas, eram demasiado pequenas e escuras.

Também fui ter com a Prof. Lynnath Beckley da Murdoch university, a quem tinha enviado um mail na vespéra sobre a possibilidade de arranjar algum trabalho com ela. Foi impecável, disse-me que de momento não tinha nada mas que tinha ficado bastante interessada no meu trabalho e que se surgisse alguma coisa certamente me diria alguma coisa. Também me deu uma série de contactos noutras universidades e institutos que talvez tenham alguma coisa. Segundo me contou parece que cheguei uns anos atrasado. Até há bem pouco tempo havia emprego com fartura nesta área e qualquer pessoa que se formasse tinha logo emprego garantido. Vamos ver o que dá...

Resumindo, o dia prometia muito mas afinal não surgiu nada de interessante.


Hoje a história foi ligeiramente diferente, pelo menos assim parece até agora. Fomos ver uma casa muito simpática, perto do tal estúdio que tinhamos gostado. Não tem a vista porque é uma moradia mas fica igualmente perto do mar (nem 5 minutos a pé), tem óptimos transportes à porta, supermercados, lugar para o carro e para as bicicletas, etc. E a grande vantagem é que o tal inglês que conhecemos já pediu à senhora da agência para sermos nós a ficar com a casa. Temos um feeling que talvez possa ser esta porque não só éramos os únicos a ver a casa, o que até agora foi uma coisa única, como também porque esta casa não está anunciada em lado nenhum. A senhora ficou de nos dar uma resposta amanhã e em princípio podemos mudar por volta do dia 15.

Recebi também, finalmente, um email de um tipo do Fisheries Department com quem já tinha falado quando ainda estávamos em Faro. Disse-me que esta semana estava bastante ocupado mas para passar pelo escritório dele depois de dia 16.

Hoje tirei mais umas fotos mas ainda não as descarreguei para aqui. Daqui a pouco, cerca de meia hora, vamos jantar mas depois passo aqui para deixar mais umas imagens e penso que a Rita também quer escrever qualquer coisa e deixar uns bonecos.

domingo, 1 de março de 2009

I’m back...

...on my feet!

Não tenho dado grandes notícias porque andei doente e entupida com gripe esta última semana... Mas isso agora são águas passadas!

Passámos a primeira semana a procurar casa, a tratar da inscrição na Universidade, a começar as aulas, etc. , por isso soube mesmo bem passear um pouco este fim-de-semana. Ontem fomos à praia em Cottesloe, uma das zonas onde gostávamos de ir morar. Uns mergulhos na água quentinha do Índico foi o que o médico receitou... Cottesloe estende-se ao longo de uma praia de areia branca e fininha, quase como farinha. A praia tem uma duna minúscula e na parte de cima da duna tem uma ciclovia e uma marginal. Do outro lado da marginal erguem-se grandes casarões com janelas enormes (chamem-lhes parvos!), um campo de golfe e uma zona de cafés e bares. Os bares e cafés ontem estavam à pinha, cheios de juventude australiana que estava a aproveitar o facto de hoje ser feriado aqui para se embezanarem todos nessa tarde.

Hoje ainda não temos planos. Vamos ver se o John tem alguma ideia brilhante!

Alguns bonecos

Hoje fomos finalmente até à praia dar um mergulho! Água a 23º e o calor do costume mas para vos falar sobre isso vem daqui a pouco a Rita. Eu vim só aqui deixar algumas imagens.