Este fim de semana foi, mais uma vez, bastante preenchido. Tudo começou com uma festa de um colega da Rita na 6ª. No sábado foi dia de mais um jogo de rugby. Desta vez um jogo do Tri-Nations entre a África do Sul (campeã do mundo) e a Austrália. Mais uma vez (tal como tinha acontecido no jogo de Super 14) a equipa sul africana acabou por ganhar (25-32). Por estranho que pareça havia mais sul-africanos (ou pelo menos simpatizantes) do que australianos! No final do jogo fomos jantar com uns amigos que também tinham ido ao jogo mas que acabaram por ficar longe dos nossos lugares.
No domingo foi dia de mais um passeio. Fomos com uma amiga até ao Yanchep National Park (50 km a N de Perth) para ver as famosas flores selvagens e alguma bicharada. Para além dos frequentes cangurus vimos koalas e equidnas! Fizémos o habitual piquenique e um trekking para consumir um pouco da enorme quantidade de bolos que acabámos por comer.
Para o jantar de domingo juntámo-nos com mais uns quantos amigos em casa de uma portuguesa e do seu namorado australiano. Tudo malta porreira e já temos uns planos para umas windsurf/surf/kitesurf trip.
Com tanta coisa e mais o trabalho do costume ainda nem tive tempo para descarregar as fotos por isso vão ter que ficar para mais tarde assim como mais algumas novidades.
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Finalmentes!!
Depois de uns quantos fins de semana seguidos de borga com os nossos amigos Suecos, Australianos, Ingleses e Portugueses no fim de semana passado fomos até Albany. A Rita tinha que ir trabalhar num “roadshow” duma ONG para divulgação das Áreas Marinhas Protegidas como parte de uma das cadeiras que está a fazer. Como Albany é um dos melhores sítios do mundo para ver as Southern Right whales decidi ir também. Já lá tinhamos estado mas nessa altura elas andavam mais para os lados da Antártica.
Desta vez apanhámos boleia com um dos vários ”greenies” que são voluntários na organização. A viagem foi excelente, parámos em duas quintas/adegas onde provámos os vários vinhos da casa, petiscámos umas coisas e demos 2 dedos de conversa. Logo na primeira tivémos uma conversa sobre as rolhas de cortiça e como na Austrália raramente se vêem vinhos com rolha. O dono da quinta tinha estado em Portugal há pouco tempo e até está à espera de umas cepas (acho que é assim que se diz) de Alvarinho para experimentar por estes lados. Tudo gente simpática e o melhor é que as provas de vinhos são à borla!
Entretanto esta semana comecei finalmente a trabalhar. Estou como assistente de investigação num dos vários projectos de uma Pós-Doc espanhola. O trabalho em si não é muito interessante, além de ser com algas é tudo no laboratório. No entanto, há possibilidade de voltar a Ningaloo para recolher mais umas amostras e além disso tenho feito mais uns contactos interessantes com várias possibilidades de mais trabalho. A parte boa é que além de ganhar bem e ter um gabinete que partilho com apenas mais um investigador tenho um horário flexível.
Como não há fome que não dê em fartura no meu segundo dia de trabalho recebi um telefonema de um outro investigador a dizer que também tem trabalho para mim. Fiquei de entrar em contacto com ele daqui a um mês. Para além de ser um trabalho mais interessante também envolve trabalho de campo!
Além disso estou a tirar mais um curso de mergulho por isso passei de não ter muito que fazer para não ter tempo para fazer quase nada! Até já tive que abandonar os jogos de futebol que tinha 2 vezes por semana.
Desta vez apanhámos boleia com um dos vários ”greenies” que são voluntários na organização. A viagem foi excelente, parámos em duas quintas/adegas onde provámos os vários vinhos da casa, petiscámos umas coisas e demos 2 dedos de conversa. Logo na primeira tivémos uma conversa sobre as rolhas de cortiça e como na Austrália raramente se vêem vinhos com rolha. O dono da quinta tinha estado em Portugal há pouco tempo e até está à espera de umas cepas (acho que é assim que se diz) de Alvarinho para experimentar por estes lados. Tudo gente simpática e o melhor é que as provas de vinhos são à borla!
Como ele tinha crescido para aqueles lados conhecia bem a zona e levou-nos a alguns sítios em que ainda não tinhamos estado.
No domingo, antes do “roadshow” fomos dar uma volta e decidimos parar num miradouro, que tinha uma vista espectacular para a baía, para ver se descobriamos umas baleias (no dia anterior tinhamos visto umas quantas num dos sítio onde parámos). Depois de cinco minutos a olhar para perto do horizonte “descobrimos” que estava uma baleia mesmo por baixo de nós! Impressionante, um bicho daquele tamanho mesmo junto à costa e com cerca de 10 metros de profundidade!
Entretanto esta semana comecei finalmente a trabalhar. Estou como assistente de investigação num dos vários projectos de uma Pós-Doc espanhola. O trabalho em si não é muito interessante, além de ser com algas é tudo no laboratório. No entanto, há possibilidade de voltar a Ningaloo para recolher mais umas amostras e além disso tenho feito mais uns contactos interessantes com várias possibilidades de mais trabalho. A parte boa é que além de ganhar bem e ter um gabinete que partilho com apenas mais um investigador tenho um horário flexível.
Como não há fome que não dê em fartura no meu segundo dia de trabalho recebi um telefonema de um outro investigador a dizer que também tem trabalho para mim. Fiquei de entrar em contacto com ele daqui a um mês. Para além de ser um trabalho mais interessante também envolve trabalho de campo!
Além disso estou a tirar mais um curso de mergulho por isso passei de não ter muito que fazer para não ter tempo para fazer quase nada! Até já tive que abandonar os jogos de futebol que tinha 2 vezes por semana.
sábado, 1 de agosto de 2009
Ok ok! A última etapa da viagem!
Decidimos fazer Karijini-Geraldton, porque ao largo de Geraldton encontra-se o Arquipélago de Abrolhos, que toda a gente considera um dos melhores mergulhos de Western Australia. O único senão eram os quase 1200 km que separam o Karijini de Geraldton! Esta foi, de longe, a parte menos engraçada da viagem. Passámos 1 dia inteiro em viagem - 700 e tal quilómetros até Carnarvon, onde parámos para dormir, e seguimos no dia seguinte para Geraldton.
Aliás, não é tudo o que se vê. Muito de vez em quando cruzamo-nos com um carro, e vêem-se muitos cangurus... em vários estados de decomposição. E vacas, raposas, ovelhas, cabras – têm um roadkill muito variado e muitas vezes grande o suficiente para mandar uma carrinha como a nossa para a sucata.
200 km de outback depois entrámos na “auto-estrada”, já mais perto da costa e já em direcção a sul. A única diferença entre uma estrada normal e uma autoestrada é que a auto-estrada tem mais movimento. Na verdade continua a ser apenas uma faixa estreita para cada lado. E é bem mais assustadora, principalmente quando somos ultrapassados por um ‘roadtrain’ (um camião com mais de 3 atrelados gigantes) ou quando nos cruzamos com camiões que transportam casas, e ocupam quase as 2 faixas.
No dia seguinte arrancámos novamente para Norte, desta vez para Kalbarri, um parque natural a 100 km de Geraldton. Kalbarri é famoso pelas “fantásticas arribas esculpidas pela força do mar”. Nada que nos impressionasse muito – Portugal é pequenino, mas não faltam arribas por aí. O que nos impressionou mesmo foi conseguirmos ver baleias destas arribas! E cangurus por todo o lado, a lembrarem-nos que estávamos do outro lado do mundo. O David goza comigo porque eu fico muita contente sempre que vejo um, e quero sempre parar...
No dia seguinte fomos explorar o parque natural de Kalbarri. Estava um tempo péssimo, chovia a potes, mas acho que já deviamos estar com o espírito de aventura porque decidimos fazer um trekking de 8 km à mesma. Depois das nossas caminhadas/escaladas no Karinjini, este trekking parecia uma brincadeira de criança, muito muito fácil! E muito muito longo... acho que não tínhamos bem a noção do que é que são 8 km. A meio do caminho encontrámos mais cangurus, uma mãe e um filhote, pequenitos e cinzentos... Muito giros... E logo depois deixou de ser tão giro quando começou a chover a potes outra vez.
A nossa viagem estava a acabar, e com tanta chuva começámos a abraçar a ideia de voltarmos para a nossa casinha quentinha em Perth. Saímos de Perth ainda no Verão, e voltámos em pleno Inverno. Em 11 dias o frio, a chuva e o vento instalaram-se por estas zonas, enquanto me falavam em ondas de calor na Europa. C’est la vie!
Durante os primeiros 200 km de viagem estávamos em pleno Outback. Não dá para perceber o fascínio que as pessoas têm pelo Outback Australiano! Há quem venha cá de propósito para ir para o interior, e nem sequer põe um pé nas praias... O contraste entre a terra muito encarnada, o verde claro da vegetação rasteira e aquele céu enorme e muito azul fica gravado na memória, tenho de admitir... Quanto mais não seja porque durante horas é tudo o que se vê!
As cores do Outback
Aliás, não é tudo o que se vê. Muito de vez em quando cruzamo-nos com um carro, e vêem-se muitos cangurus... em vários estados de decomposição. E vacas, raposas, ovelhas, cabras – têm um roadkill muito variado e muitas vezes grande o suficiente para mandar uma carrinha como a nossa para a sucata.
200 km de outback depois entrámos na “auto-estrada”, já mais perto da costa e já em direcção a sul. A única diferença entre uma estrada normal e uma autoestrada é que a auto-estrada tem mais movimento. Na verdade continua a ser apenas uma faixa estreita para cada lado. E é bem mais assustadora, principalmente quando somos ultrapassados por um ‘roadtrain’ (um camião com mais de 3 atrelados gigantes) ou quando nos cruzamos com camiões que transportam casas, e ocupam quase as 2 faixas.
1200 km depois lá chegámos a Geraldton, ansiosos por um mergulho fantástico numa das ilhas cheis de coral de Abrolhos. Fomos directos à única loja de mergulho, e não imaginam a nossa desilusão quando nos disseram que não faziam mergulhos no Inverno! Chegámos 3 meses demasiado cedo (ou tarde)...
Ai, tanta energia para gastar!!!!
No dia seguinte arrancámos novamente para Norte, desta vez para Kalbarri, um parque natural a 100 km de Geraldton. Kalbarri é famoso pelas “fantásticas arribas esculpidas pela força do mar”. Nada que nos impressionasse muito – Portugal é pequenino, mas não faltam arribas por aí. O que nos impressionou mesmo foi conseguirmos ver baleias destas arribas! E cangurus por todo o lado, a lembrarem-nos que estávamos do outro lado do mundo. O David goza comigo porque eu fico muita contente sempre que vejo um, e quero sempre parar...
No dia seguinte fomos explorar o parque natural de Kalbarri. Estava um tempo péssimo, chovia a potes, mas acho que já deviamos estar com o espírito de aventura porque decidimos fazer um trekking de 8 km à mesma. Depois das nossas caminhadas/escaladas no Karinjini, este trekking parecia uma brincadeira de criança, muito muito fácil! E muito muito longo... acho que não tínhamos bem a noção do que é que são 8 km. A meio do caminho encontrámos mais cangurus, uma mãe e um filhote, pequenitos e cinzentos... Muito giros... E logo depois deixou de ser tão giro quando começou a chover a potes outra vez.
São tão giros, não são??
A nossa viagem estava a acabar, e com tanta chuva começámos a abraçar a ideia de voltarmos para a nossa casinha quentinha em Perth. Saímos de Perth ainda no Verão, e voltámos em pleno Inverno. Em 11 dias o frio, a chuva e o vento instalaram-se por estas zonas, enquanto me falavam em ondas de calor na Europa. C’est la vie!
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