segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Lancelin Ocean Classic

Depois de uma semana muito bem passada em Sydney na companhia do casal Vozone regressámos a Perth.

Antes de voltarmos já tinhamos combinado o fim de semana em Lancelin, cerca de 120 km a Norte de Perth, onde ia haver uma competição de windsurf. O fim de semana acabou por ser uma óptima maneira de nos despedirmos de alguns dos nossos amigos.

O Bugs (o único que acabou por entrar na competição) a testar o seu equipamento...a prancha topo de gama é de 1979!!


A claque do Bugs!


Boa disposição não faltou!

E deu para experimentar quase todos os desportos...surf, kayak, futebol, kitesurf...muito bom!


Não era bem o que eu estava à espera, mais de 200 participantes e grandes nomes do windsurf actual tais como Scott McArthur....

Ou verdadeiras lendas do desporto como o Bjorn Dunkerbeck!

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Queixem-se à Rita!!

Como a Rita não se decide a escrever mais nada aqui ficam mais umas fotos









terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Bye bye Furgie

Terminada a nossa viagem chegou a altura de nos desfazermos da Furgie. Tal como já nos tinham dito foi bastante fácil vender a carrinha aqui em Sydney e por um óptimo preço. Não só conseguimos vender por um preço superior ao que comprámos como, graças à valorização do dólar australiano, cobriu ainda os arranjos que teve que levar!

Tal como vocês eu continuo à espera que a Rita escreva mais qualquer coisa...mais capítulos da Tasmania, Melbourne, viagem Melbourne - Sydney, e Sydney...A esperança é a última a morrer!

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

3,2,1...Happy new year

Chegámos há pouco a Sydney depois de uma viagem pela costa Sul de Victoria e New South Wales que começou em Melbourne (onde chegámos no barco que nos trouxe da Tasmania). Aqui já falta muito pouco para a passagem de ano por isso as fotos e comentários da viagem até aqui vão ficar para mais tarde.

Após mais de 8000 km e atingido o nosso destino final restam-nos agora uns dias por Sydney antes de voltarmos a Perth.

Um bom ano para todos!!

Tasmania - parte 2

Agora com menos conversa...


...e mais acção!




Wineglass Bay é constantemente considerada uma das praias mais bonitas do mundo


Apesar da temperatura da água a rondar os 14 / 15 graus não foi isso que nos impediu de ir dar uns mergulhos


E valeu a pena! Mergulhar com focas era um dos desejos da Rita


E estes peixes são...

...no minimo estranhos!

Uma tarde de Natal passada de maneira diferente

E finalmente, num dos últimos dias pela Tasmania conseguimos ver um dos famosos diabos da Tasmania "in the wild"

Este é um dos vários marsupiais desta terra de que nunca tinha ouvido falar antes de aqui chegar. É um wombat!

sábado, 26 de dezembro de 2009

Tassie bem!

A aventura em Tassie (diminutivo de Tasmania) começou às 6 da matina, depois de umas valentes 10 horas de ferryboat. Antes de nos deixarem sair do cais inspeccionaram todos os carros com cães treinados. Procuravam drogas ou explosivos, pensam vocês?? Nop! Procuravam tomates, cebolas, batatas, frutas e vegetais em geral. A Tasmania não tem muitas das doenças que assolam o continente e querem continuar assim. Fair enough!

Nem queríamos acreditar na sorte que estávamos a ter. Nunca faz muito calor na Tasmania, já estávamos preparados para isso, mas no dia em que chegávamos davam máximas de 30ºC. Seguimos directamente para Cradle Mountain, a joia da coroa dos parques naturais. Chegámos bem cedinho, agarrámos um mapa e um farnel e começámos um trekking dos difíceis - até ao topo da Cradle Mountain.






Um equidna (não é um ouriço, este põe ovos...)


A paisagem é incrível, com lagos, ribeiros, cascatas e picos de montanha por todo o lado. É daqui que começa o Overland Track, um dos trekkings mais conhecidos do mundo - 80 km pelas montanhas da tasmania, sem absolutamente nada pelo meio que não seja natureza pura. Mas isso é para experts que vão preparados com material de campismo para qualquer situação. Eu até achava que ia bem preparada, com comida, água e casacos na mochila - eles passam a vida a dizer que o tempo muda num instante e pode ficar frio e chuva e neve assim do nada. Claro está, não levei o mais importante para esse dia: creme protector. Apanhei uma escalda valente nos ombros e no pescoço.




Comecámos a subir para o topo de Cradle Mountain e o caminho foi ficando cada vez mais difícil. As ultimas etápas já eram mesmo tipo rock climbing e por três vezes eu estagnei e recusei-me a mexer! Tinha medo de subir mais (a queda parecia-me bem grande), mas acho que tinha mais medo de ficar por ali ou mesmo de descer. O David não teve problemas nenhuns e ajudou-me bastante. Acabámos por chegar ao topo, o que teve um gosto de conquista para mim, pelo menos durante 2 minutos... Passei o resto do tempo a pensar como é que ia conseguir descer!




No topo da montanha, conseguimos!




Lá descemos a montanha, por esta altura estourados, escaldados e já sem água. Já tinhamos feito uns 12 km, quando eu comecei a achar que estava a ficar com uma insolação e a ver coisas. Parecia-me que estava a ver a Anne, uma amiga alemã de Perth... Mas à medida que nos aproximámos nem queríamos acreditar - era mesmo a Anne!! Encontrámos uma amiga no meio do nada! Nem fazíamos ideia que estávamos na Tasmania na mesma altura! A Austrália é mesmo um país pequeno, afinal!

A nossa amiga Anne, que encontrámos no meio do nada...




sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Os Pápa-Kilómetros

Com um pneu novo em folha fizémo-nos à estrada na segunda-feira de manhã, não sem antes tomar um pequeno-almoço panorâmico no “Blue Lake”. Um lago enorme que faz mesmo juz ao nome – é tão azul que parece que puseram corante na água. Entrámos em Victoria, outro estado Australiano, e seguimos para uma estrada que pelo que ouvimos, lêmos e quantidade de turistas japoneses que lá encontrámos é bastante famosa: The Great Ocean Road.


Um foto do Blue Lake, sem photoshop...


A costa por onde a Great Ocean Road segue é linda, com grandes escarpas calcáreas esculpidas pela força do mar e praias encastradas nas falésias. Rings a bell? Sim, é tal e qual a nossa costa sul entre Portimão e Albufeira, mas com algumas grandes diferenças – em vez do branquinho das muitas casas, tem o verdinho da vegetação abundante, e em vez das centenas de milhares de turistas ingleses e portugueses, tem relativamente pouca gente e quase só de passagem. É o que dá ter tanto espaço.



O “highlight” chama-se Twelve Apostoles, um conjunto de calhaus que ficaram isolados das falésias. Inicialmente eram 12 calhaus (daí o nome), mas agora restam apenas 8. Os australianos não quiseram mudar o nome para Eight Apostoles, o que tornava tudo mais simples. Passámos a noite num cantinho recomendado pelo Andrew chamado Apollo Bay - uma cidadezinha pequenina, com uma praia gigante e com focas!

5 dos originais 12, agora 8 apóstolos...

A costa entre Apollo Bay e Melbourne é simplesmente linda, mas acabámos por vê-la a abrir! O nosso plano era chegar a Melbourne para deixar o Rifes no aeroporto a 16, e apanhar o ferry para a Tasmania a 17, mas não nos ocorreu reservar passagem antes... Quando, antes de sairmos de Apollo Bay, ligámos para marcar já só tinhamos 2 opções: ou ir ainda no próprio dia (7 horas mais tarde) ou a 2 de Janeiro!

Em contagem decrescente lá fomos nós, prego a fundo, em direcção a Melbourne. Mais uma mudança de planos. Ainda parámos para umas fotos e para ver a mítica Bells Beach, famosa praia de surf que naquele dia não impressionou com o tamanho das ondas (nem com mais nada). Chegámos a tempo ao Spirit of Tasmania, o ferry que nos trouxe até Tassie (Tasmania, para os amigos). O Rifes lá ficou por Melbourne, teve de arranjar um hostel à última da hora porque nós somos uns viajantes desorganizados (sorry Fritz, espero que tenhas curtido Melbourne).
Bells Beach num dos seus dias não.


E lá fomos nós para a Tasmania, onde vamos passar o Natal.