Decidimos fazer Karijini-Geraldton, porque ao largo de Geraldton encontra-se o Arquipélago de Abrolhos, que toda a gente considera um dos melhores mergulhos de Western Australia. O único senão eram os quase 1200 km que separam o Karijini de Geraldton! Esta foi, de longe, a parte menos engraçada da viagem. Passámos 1 dia inteiro em viagem - 700 e tal quilómetros até Carnarvon, onde parámos para dormir, e seguimos no dia seguinte para Geraldton.
Aliás, não é tudo o que se vê. Muito de vez em quando cruzamo-nos com um carro, e vêem-se muitos cangurus... em vários estados de decomposição. E vacas, raposas, ovelhas, cabras – têm um roadkill muito variado e muitas vezes grande o suficiente para mandar uma carrinha como a nossa para a sucata.
200 km de outback depois entrámos na “auto-estrada”, já mais perto da costa e já em direcção a sul. A única diferença entre uma estrada normal e uma autoestrada é que a auto-estrada tem mais movimento. Na verdade continua a ser apenas uma faixa estreita para cada lado. E é bem mais assustadora, principalmente quando somos ultrapassados por um ‘roadtrain’ (um camião com mais de 3 atrelados gigantes) ou quando nos cruzamos com camiões que transportam casas, e ocupam quase as 2 faixas.
No dia seguinte arrancámos novamente para Norte, desta vez para Kalbarri, um parque natural a 100 km de Geraldton. Kalbarri é famoso pelas “fantásticas arribas esculpidas pela força do mar”. Nada que nos impressionasse muito – Portugal é pequenino, mas não faltam arribas por aí. O que nos impressionou mesmo foi conseguirmos ver baleias destas arribas! E cangurus por todo o lado, a lembrarem-nos que estávamos do outro lado do mundo. O David goza comigo porque eu fico muita contente sempre que vejo um, e quero sempre parar...
No dia seguinte fomos explorar o parque natural de Kalbarri. Estava um tempo péssimo, chovia a potes, mas acho que já deviamos estar com o espírito de aventura porque decidimos fazer um trekking de 8 km à mesma. Depois das nossas caminhadas/escaladas no Karinjini, este trekking parecia uma brincadeira de criança, muito muito fácil! E muito muito longo... acho que não tínhamos bem a noção do que é que são 8 km. A meio do caminho encontrámos mais cangurus, uma mãe e um filhote, pequenitos e cinzentos... Muito giros... E logo depois deixou de ser tão giro quando começou a chover a potes outra vez.
A nossa viagem estava a acabar, e com tanta chuva começámos a abraçar a ideia de voltarmos para a nossa casinha quentinha em Perth. Saímos de Perth ainda no Verão, e voltámos em pleno Inverno. Em 11 dias o frio, a chuva e o vento instalaram-se por estas zonas, enquanto me falavam em ondas de calor na Europa. C’est la vie!
Durante os primeiros 200 km de viagem estávamos em pleno Outback. Não dá para perceber o fascínio que as pessoas têm pelo Outback Australiano! Há quem venha cá de propósito para ir para o interior, e nem sequer põe um pé nas praias... O contraste entre a terra muito encarnada, o verde claro da vegetação rasteira e aquele céu enorme e muito azul fica gravado na memória, tenho de admitir... Quanto mais não seja porque durante horas é tudo o que se vê!
As cores do Outback
Aliás, não é tudo o que se vê. Muito de vez em quando cruzamo-nos com um carro, e vêem-se muitos cangurus... em vários estados de decomposição. E vacas, raposas, ovelhas, cabras – têm um roadkill muito variado e muitas vezes grande o suficiente para mandar uma carrinha como a nossa para a sucata.
200 km de outback depois entrámos na “auto-estrada”, já mais perto da costa e já em direcção a sul. A única diferença entre uma estrada normal e uma autoestrada é que a auto-estrada tem mais movimento. Na verdade continua a ser apenas uma faixa estreita para cada lado. E é bem mais assustadora, principalmente quando somos ultrapassados por um ‘roadtrain’ (um camião com mais de 3 atrelados gigantes) ou quando nos cruzamos com camiões que transportam casas, e ocupam quase as 2 faixas.
1200 km depois lá chegámos a Geraldton, ansiosos por um mergulho fantástico numa das ilhas cheis de coral de Abrolhos. Fomos directos à única loja de mergulho, e não imaginam a nossa desilusão quando nos disseram que não faziam mergulhos no Inverno! Chegámos 3 meses demasiado cedo (ou tarde)...
Ai, tanta energia para gastar!!!!
No dia seguinte arrancámos novamente para Norte, desta vez para Kalbarri, um parque natural a 100 km de Geraldton. Kalbarri é famoso pelas “fantásticas arribas esculpidas pela força do mar”. Nada que nos impressionasse muito – Portugal é pequenino, mas não faltam arribas por aí. O que nos impressionou mesmo foi conseguirmos ver baleias destas arribas! E cangurus por todo o lado, a lembrarem-nos que estávamos do outro lado do mundo. O David goza comigo porque eu fico muita contente sempre que vejo um, e quero sempre parar...
No dia seguinte fomos explorar o parque natural de Kalbarri. Estava um tempo péssimo, chovia a potes, mas acho que já deviamos estar com o espírito de aventura porque decidimos fazer um trekking de 8 km à mesma. Depois das nossas caminhadas/escaladas no Karinjini, este trekking parecia uma brincadeira de criança, muito muito fácil! E muito muito longo... acho que não tínhamos bem a noção do que é que são 8 km. A meio do caminho encontrámos mais cangurus, uma mãe e um filhote, pequenitos e cinzentos... Muito giros... E logo depois deixou de ser tão giro quando começou a chover a potes outra vez.
São tão giros, não são??
A nossa viagem estava a acabar, e com tanta chuva começámos a abraçar a ideia de voltarmos para a nossa casinha quentinha em Perth. Saímos de Perth ainda no Verão, e voltámos em pleno Inverno. Em 11 dias o frio, a chuva e o vento instalaram-se por estas zonas, enquanto me falavam em ondas de calor na Europa. C’est la vie!
acho que o "vosso" lado da australia e o "nosso" lado da australia nunca estão em sintonia! Agora por Sydney tem estado muito calor e céu limpo!
ResponderEliminarA viagem parece ter sido espectacular! A ver se também nos aventuramos de carro alguma vez... é que aos preços dos aviões... ficamos sempre tentados em poupar tempo!
Talvez quando tivermos uma carrinha como a vossa... :P
beijinhos
Mariana (mulher do Vozone)
Não sei o que fiz aos vossos mails... A V/ vidinha nem comento... quem pode, pode!!!
ResponderEliminarJá nasceu o nosso Duarte e o tio Becas e a tia Rita ainda não o viram... quero mandar fotos e não sei para onde!
Bjs
Mafalda e Diogo Pereira
Olá sobrinhos queridos,
ResponderEliminarJá há um tempo que nao vinha ao vosso blog,vejo que tudo continua a correr bem e é muito giro viajar assim com vocês! Rita os cangurus sao mesmo queridos e com um ar muito simpático. E as auto-estradas um bocado desproporcionadas em relacao ao estilo de trânsito !! é tudo tao diferente de cá...
Vê David, eu bem dizia que acabaria por arranjar emprego ! Óptimo. Cá ficamos à espera de mais notícias. Mandem sempre...
Bjs. grandes,
tia Xita
Olá!
ResponderEliminarNão deixes de tirar fotos aos "roos", Rita! :D
Grandes Viagens que vocês andam a fazer!
Ó David, isso de ir para aí só mergulhar e passear não está com nada! Essa desculpa do visto... :P
Abraços e Beijinhos